Aluna: Kelly Ariane Medeiros da Silva-Turma:161 Professora:Estela Haag
A grande enchente
Quando em minha cidade chovia por muito tempo, a enchente começava a chegar de quietinha.
E todos em minha casa já começavam a erguer os móveis. E era uma correria que ninguém se entendia. Como eu moro em um sítio, vovô ia erguendo as galinhas, pintinhos e toda a criação.
Em duas horas o pátio já inundava, e a água já chegava ao 1° degrau, sendo que são dois degraus. E com essas enchentes me lembro que, certa vez quando a enchente chegou a entrar dentro de casa, e a água batia no joelho de um adulto no pátio.
Vovô já muito nervosa foi para uma rua na frente da casa, ela estava pensando em ir a casa de meu tio, que é no topo de um morro.
Mas chegando à estrada, se deparou com a esquina cheia de água, com uma forte correnteza.
Já não dando para ir, vovô com rosto triste, disse-me:
- Minha neta, só o que nos resta é ir para casa.
Você deita, dorme, e eu vou ficar com seu tio na cozinha esperando passar!
Assim, muito preocupada, fui dormir.
E vovó ficou na casinha com meu tio esperando a enchente passar e , pedindo a Deus para não se gripar. Quando acordei, a manhã estava linda e nem parecia que tudo aquilo havia acontecido. E agora vovó sempre me diz:
-Apesar de tudo isto que passamos, devemos agradecer a Deus, pois poderia ter acontecido algo pior.
Fiquei meio em dúvida, mas compreendi!
Aluna:Jéssica dos Santos Ribeiro-Turma:171 Professora:Maria Amélia S.de Cândido
Lembranças, bons momentos...
Eu, Sônia Maria dos Santos , nasci no dia 15 de novembro de 1961, na cidade de Santo Antônio das Missões/RS. Vivi muitos momentos felizes junto com minha família. Morávamos em fazendas herdadas de alguns de nossos parentes bem próximos.
Minha infância foi maravilhosa. Ao lado de doze irmãos, brincadeiras divertidas surgiam: as meninas brincavam de bonaca feita com abóbora de pescoço e todos juntos brincávamos de pega-pega, esconde-esconde e muitas outras brincadeiras.
Na adolescência, a vida foi um pouco mais dura, tendo que trabalhar de dia e estudar à noite. Porém, sempre sobrava um tempinho para a diversão. Nas sextas-feiras à noite, eu e minhas irmãs íamos para as casas de parentes que tinham meninas da mesma idade e saíamos para dançar na discoteca.
Que saudades daqueles tempos! As músicas eram mais bonitas que as atuais. A discoteca era algo indescritível. Como as pessoas gostavam de dançar! Tínhamos os passos decorados para darmos o nosso show.
Formávamos um grupo bastante unido. Passamos bons momentos juntoas. Também choramos e nos consolamos com as decepções amorosas.
Enfim, riso e choro fazem parte da vida.
Nos anos 70, eu e minha família viemos morar em Taquara-RS. No início tudo foi muito estranho. Mas, com o tempo e a convivência com outros familiares que já moravam aqui, nos adaptamos ao lugar.
Hoje, o que me resta é lembrar e contar as histórias vividas em Santo Antônio das Missões. O tempo passa, mas as marcas ele nunca apaga!
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